LEME entrevista: ALTER DO CHÃO e outras praias doces do PARÁ, por Gisélli Fortunatti.

Vamos conhecer um pouco da viajante Gisélli e sua última aventura.

Perfil da viajante

Nome: Gisélli Fortunatti

Profissão: Advogada

Ano nascimento: 1.981

Local de Residência: Sinop/MT

Quantos lugares já visitou: 13 (DF, GO, MS, PA, PE, PB, PR, RJ, RN, SC, SP (e umas cidadezinhas, que nem me lembro o nome, na Bolívia e no Paraguai).

Próximas viagens: RJ (janeiro/2015. Dessa vez com novos roteiros) e Europa (se tudo correr bem vamos “internacionalizar” em agosto deste ano hehehe).

Onde não voltaria: João Pessoa/PB (como em nossas viagens curtimos mais praia do que baladas, a decepção em João Pessoa foi grande, vez que a orla é linda, porém, sem qualquer estrutura para turista que curte apenas relaxar na praia). As boas praias são longe e também com pouca estrutura. Ressalva para a praia de Coqueirinhos, que é linda, tem um ótimo restaurante – embora super caro – bangalôs confortáveis e o garçom te atende a beira mar. No mais, nada que me desse vontade de voltar lá.

Quais suas preferências para viajar:

 – Verão ou inverno? Verão

– Hotel, pousada ou imóvel por temporada? Qualquer um, desde que seja muito limpo, tenha uma boa cama, um ar condicionado, chuveiro bom e, de preferência, que seja barato

– Pacote, roteiro próprio ou sem rumo? Sem rumo.

– Fast Food ou comida típica? Comida típica.

– Baixa ou alta temporada? Baixa temporada. Dá pra aproveitar os mesmos lugares, as mesmas comidas e hospedagens, e o melhor, por preços muito mais em conta.

– Mala ou mochila? Hoje, mala. Com o casamento tive que adequar alguns hábitos (aquela “vida aventureira” dos tempos de solteira já não me pertence mais rs).

– Viajar a dois, em família ou com amigos? Ambos, porém, ultimamente tenho viajado mais com o maridão.

Conte-nos, agora, sobre sua última viagem.

Destino(s):

ALTER DO CHÃO/PA

Só pra registrar: O jornal Inglês The Guardian “elegeu” Alter do Chão, no Pará, como um dos destinos mais deslumbrantes do Brasil, o que acabou rendendo ao vilarejo o título de “Caribe brasileiro”.

Datas de partida e de regresso: Partida dia 19 de novembro de 2014. Regresso 24 de novembro de 2014.

 Qual foi a motivação para essa viagem?

Pelo fato de alguns amigos que já conheciam o Pará fazerem excelente “propaganda” do lugar, o Cláudio (marido) alimentava uma antiga vontade de conhecer a região, vontade esta que, até então, eu não compartilhava. Além disso, tivemos um feriado providencial em plena quinta-feira e uma folga no orçamento que permitia-nos fazer essa viagem. “Turisticamente” falando, da minha parte, não houve uma motivação especial, pois não esperava absolutamente nada do lugar. Ainda bem que fui surpreendida!

Qual o meio de transporte utilizado?

Carro (um Ágile, acreditem! E ainda sobrevivemos às péssimas condições das rodovias brasileiras).

Alguma dica de hospedagem?

POUSADA DO MINGOTE. Fica bem no centrinho de ALTER DO CHÃO, próximo à praia mais famosa (Praia do Amor), hotel muito limpo, e as diárias variam de R$ 120 a R$ 240,00 reais, dependendo da localização do quarto (com ou sem sacada) e do desejo de ter ou não uma banheira de hidro disponível. Pagamos R$ 160,00 em um quarto com sacada e completo (ar, tv a cabo, frigobar, telefone, wi-fi e café da manhã). Os hotéis, em sua maioria, não oferecem estacionamento, mas o lugar é super tranquilo, o carro pode ficar na rua sem qualquer risco.

Para complementar, conhecemos uns turistas que estavam hospedados no BELOALTER HOTEL que, segundo eles, tem ótima infraestrutura e o preço bem próximo ao que pagamos na POUSADA DO MINGOTE. Há também a POUSADA SOMBRA DO CAJUEIRO, da amiga de uma amiga nossa, que, segundo ela, é bastante aconchegante e com preço acessível.

Um conselho: pesquise e reserve sua hospedagem com antecedência, pois ALTER está bombando de turistas. Lá, conheci a Andreia que estava organizando acomodações e atrações para receber um grupo de 300 paulistas que iriam passar o réveillon em ALTER DO CHÃO.

Qual o roteiro realizado? Seria possível mensurar os gastos da viagem?

Bem, como teríamos apenas três dias para conhecer toda a regiã tivemos que correr contra o tempo, mas conseguimos visitar muitos lugares, lindas praias das redondezas.

1º dia: PRAIA PONTA DE PEDRAS (uns 20km de ALTER). Na minha opinião, uma das mais lindas praias da região.

Praia_Ponta_Pedra_Para Praia_Ponta_de_Pedras_Alter_Chao Praia_Ponta_de_Pedras_Alter_Chao_2

Lá conhecemos o Sr. Carlos, um “barqueiro” que oferece passeios pelo entorno da PRAIA PONTA DE PEDRAS durante todo o dia. O passeio custa R$ 300,00 para um grupo de até 6 pessoas, sendo que a duração do passeio é determinada pela disposição dos turistas.

Passeio_Lancha_Alter_Chao

E para nós, “seu Carlos” ofereceu um passeio para ver o pôr do-sol numa pequena ilha no meio do RIO TAPAJÓS, que custa R$ 70,00 por pessoa, mas, para nós ele fez por R$ 50,00 (o pôr-do-sol ficou até mais bonito rs).

Como estávamos de carro, esse passeio foi o único que tivemos que pagar, até porque só se consegue chegar nessa ilha de barco.

O barco atraca em uma pequena ilha, com areia braquinha, rodeada de água morna e cristalina. Só relaxar e aguardar o espetáculo da natureza, um lindo pôr-do-sol!

Por_do_sol_Alter_Chao_Para_2

Por_do_sol_Alter_Chao_Para

E como o sol também se põe para todos, além dos barcos de passeios, também integram a paisagem lanchas luxuosas (pura ostentação!).

Muitos pássaros fazem revoada e os botos saltam a uma distância bem próxima das pessoas, completando o cenário.

Indico muito esse passeio, que dura de 1 a 2 horas, tudo a depender da pressa do sol em se despedir.

2° dia: PRAIA DO AMOR, ILHA DA PRAIA DO AMOR e PRAIA DO PINDOBAL.

Neste dia exploramos a PRAIA DO AMOR e também a ILHA DO AMOR até o horário do almoço.

Ilha _do_Amor_Alter_Chao_3

Praia_Amor_Alter_Chao_Para_2

Praia_Amor_Alter_Chao_Para

Ilha _do_Amor_Alter_Chao

Da vila de ALTER até A ILHA DA PRAIA DO AMOR, na época em que fomos, dava para atravessar nadando, pois o rio está bem seco. Mas tem vários barquinhos que fazem a travessia e o valor é de R$ 5,00, para um grupo de até 4 pessoas.

Almoçamos na vila e depois partimos para a PRAIA DO PINDOBAL (igualmente linda!), aproximadamente uns 30 quilômetros de ALTER. Passamos a tarde lá, relaxando naquele paraíso quase deserto. Quando fomos embora já estava escurecendo, o que rendeu um outro pôr-do-sol.

Por_do_sol_Alter_Chao_Praia_Pindobal

A noite saímos para jantar (deve ter, no máximo, uns dez lugares para comer no centro de ALTER). Um casal gastará em média R$ 50 a R$ 60,00 por refeição nesses restaurantes.

Exceto no RESTAURANTE CAFÉ COM ARTE, que fica na praça central de ALTER e é sempre lotado de turistas. Nesse restaurante o ambiente é ótimo, bem como os pratos regionais (muito mais opções que nos demais restaurantes da vila), tem música ao vivo com BANDINHAS FAZENDO APRESENTAÇÕES DE CARIMBÓ quase todos os dias, e pode-se comprar ARTESANATOS LINDOS feitos em sementes e pedras. Mas os preços são um pouco mais salgados (tá bom, são MUITO mais salgados, mas vale a visita).

3° dia: PRAIAS DE CAJUTUBA E ARAMANAÍ

O balneário de CAJUTUBA é pouco frequentado, porque é mais distante de ALTER, uns 20km, e a infraestrutura deixa a desejar, como em quase todas as outras praias, inclusive na praia do amor. Mas a beleza do lugar impressiona!

Pelo percurso, podemos apreciar as belas paisagens da região, praias totalmente desertas, com quilômetros de areia branca e água cristalina. Mas nos aconselharam a não tomar banho nessas praias totalmente desertas em razão do período de reprodução das arraias.

Ilha _do_Amor_Alter_Chao_2

Almoçamos em CAJUTUBA (almoço para dois sai por menos de R$ 40,00) e logo fomos para a praia de ARAMANAÍ, o paraíso! Lá você pode relaxar em quiosques instalados dentro do rio, ficando só com metade do corpo fora da água…delícia rs!

Alter_Chao_Praia_Aramanai Alter_Chao_Praia_Aramanai_Por_do_Sol

Pela noite, resolvemos experimentar as “comidas típicas e de rua”, servidas nas barraquinhas da praça em ALTER. Para quem não quer gastar muito, vale a pena, mas para mim apenas um dia já foi suficiente (tenho estômago sensível à extravagancias). Provamos o TACACÁ e o VATAPÁ PARAENSE.

Fiquei na vontade de provar o PATO NO TUCUPI (terei que voltar rs), pois só o fazem por encomenda, e sai por R$ 140,00.

Na volta pra casa: esticadinha até BELTERRA (20km de ALTER).

Uma pequena cidadezinha fundada em 1933, pela Ford, para a produção de borracha a partir da extração de látex. O lugar ainda ostenta antigas casas de madeira construídas para os trabalhadores no estilo característico americano. Tem praças lindas e ruas muito limpas. No mais, sem muitos atrativos.

–> DICA em ALTER DO CHÃO para quem gosta de agito: RESTAURANTE DO SAULO. Descobrimos esse lugar na penúltima noite da viagem, quando saímos para conhecer a arquitetura da cidade e já estávamos esgotados, logo, apenas “conferimos” o local e fomos embora. Na realidade, o lugar é um mero restaurante durante o dia, mas a noite tudo se transforma, pois além da comida, tem músicas com Dj’s, bandas, uma decoração estonteante, pessoas bonitas e muita azaração. Perfeito para quem gosta de paquerar e amanhecer na balada.

O que mais lhe surpreendeu e também a maior decepção da viagem?

A maior surpresa foi a beleza do lugar, as praias limpas de águas quentes e de um esverdeado cristalino. ALTER DO CHÃO É SIMPLESMENTE LINDA!

Além disso, fiquei surpresa com a quantidade de turistas de outras regiões do país por lá.

Não sei se posso chamar de decepção, mas o ponto fraco de ALTER foi o atendimento – que deixa muito a desejar -, as poucas opções de comida (média de 6 pratos no menu), bem como a cerveja quente na maioria dos lugares (não tem energia elétrica na praia do amor, segundo os locais para não haver som alto, e a cerveja é conservada no gelo). Ou seja, falta investimento em estrutura para receber os turistas.

Talvez a decepção maior foi ter realizado o trajeto Sinop/MT – ALTER de carro: 300 km de estradas de terra, cheias de buraco e atoleiros, sem estrutura alguma pelo percurso – de restaurantes a hotéis -,

Que conselhos dá a alguém que deseja fazer essa mesma viagem?

Caso a viagem seja unicamente para conhecer ALTER DO CHÃO, aconselho ir de avião até SANTARÉM e locar um carro ou ir de van para ALTER (aproximadamente 30 quilômetros).

Estando em mais de uma pessoa, compensa mesmo é locar um carro, pois os passeios não são baratos e tem muitas praias para se conhecer na região.

Visitar o local entre final de agosto e janeiro, período em que todas as ilhas podem ser desfrutadas, pois nos outros meses, em razão das cheias, as praias desaparecem.

Como já disse, reservar hotel com antecedência.

Não deixar de fazer os passeios pelas demais praias no entorno de ALTER, seja de carro ou de barco, pois existem mais paraísos além da PRAIA DO AMOR.

E também não perca o lindo por-do-sol da pequena ilha no meio do RIO TAPAJÓS.

Caso queira, também dá pra conhecer um pouquinho do lugar e pegar algumas dicas neste site AQUI. No mais, joga no google para ver as fotos e pode confiar, as fotos são reais, e é tudo em ALTER DO CHÃO /PA, comprovadamente, o “Caribe Brasileiro” .

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Muito obrigada amiga pela entrevista recheada de dicas, suas fotos ficaram dignas de um profissional .

Felipe já está intimado a me levar pra conhecer ALTER DO CHÃO/PA.:D

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5 comentários sobre “LEME entrevista: ALTER DO CHÃO e outras praias doces do PARÁ, por Gisélli Fortunatti.

  1. Giselli, viaja para Rondônia, kkkkk… Venha rever o Nério (Cacoal Selva Park – Cacoal). Rs…
    Parabéns pelo blog Pri, já li algumas coisas.
    Beijos!

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  2. Oooo amiga, imagina! Eu que agradeço! E com certeza vocês devem ir lá sim…Felipe, como autêntico paraense que é….tem que apanhar por não conhecer esse lugar ainda! rsrsrs..E me desculpe pela demora tá….Um beijo

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