A vida em Cuiabá/MT (e dicas de viagem).

Como morava em Rondônia e também tenho muitos amigos/leitores de lá, sei que Cuiabá é a metrópole mais próxima e, quase que obrigatoriamente, muito visitada por rondonienses. Seja em razão do aeroporto, tratamentos médicos, por um Show do seu artista preferido (do DJ David Guetta por ex.), um destino econômico para lua de mel, motivos de sobra.

Quando pequena, nas viagens anuais, em família e de CARRO até o Paraná, era um alívio avistar o trevo do lagarto. Ufa, cidade grande, semáforos, escada rolante (olha o desespero!), prédios com mais de dois andares, os olhinhos brilhavam dentro do automóvel.

E a sensação era a de que “tudo ficava mais bonito” pelo caminho depois que passávamos por Cuiabá, era um marco na viagem. Antes de Cuiabá, só floresta, estradas esburacadas e cidades ao estilo faroeste. Depois, muitas carretas até Rondonópolis, asfalto um pouco melhor, cidades maiores, plantações de soja, pedágios em SP, e a felicidade era ver aquela terra roxa ao cruzar a fronteira para o Paraná (que saudade!).

Priscila?! Priscila?! Planeta terra chamando!!! O post é sobre A VIDA EM CUIABÁ!

Ah, sim, voltei.

Cuiabá não é só calor dos infernos, tenho que admitir. Claro que essa característica é a mais sentida por qualquer ser vivo que passa por aqui, mas, para quem fica, percebe que Cuiabá é muito mais que #cuiabrasa.

Os piores meses são Agosto, Setembro e Outubro, em que o calor não dá trégua (chegando a 44º facilmente) e o clima fica bem seco, enquanto Junho é o mês mais frio (frio mesmo, 12º por exemplo).

Em agosto último, chegamos a solicitar visita técnica para verificar o ar-condicionado. Depois de vários testes, a conclusão: 12 mil BTUs não seriam suficientes para esfriar um quarto de 16m2, para duas pessoas.

OBS: Segundo o site “web ar-condicionado” o cálculo de BTU deve ser feito da seguinte maneira: Tamanho do cômodo X 600 BTU + (600 BTU X Quantidade de Pessoas) = potência ideal do aparelho condicionador de ar.

No meu caso: 16 m2 x 600 + 1200 = 10.800 BTUs.

Notem, meu ar-condicionado tem 12.000 BTUs e passei os meses de agosto e setembro dormindo sem lençol, e o aparelho trabalhando pesado (16º). Nem preciso dizer que a conta de luz desse período fez Felipe perder algumas noites de sono.

Antes que me critiquem, devo confessar que sofro de menopausa precoce, logo, sou muito mais sensível e intolerante às altas temperaturas (sempre estou com lenço de papel enxugando o “bigode” e a testa, que sofrimento).

Novembro ainda é quente, porém, com chuvas mais frequentes. Chuvas que perduram até abril, iniciando o período “das secas” em Maio, o qual se estende até Setembro.

Viram só? Saber que a temperatura ameniza com as chuvas e que terei dois meses de quase inverno me conforta durante a fase do calorão.

No mais, o melhor é que conseguimos levar em Cuiabá uma vida interiorana – estar no trabalho em 10 minutos, almoçar em casa e “tirar uma sesta”, conviver com pessoas tão acolhedoras que mal te conhecem e já te convidam para um churrasco, etc – , porém com os benefícios de uma capital – shopping centers, aeroporto, só -.

Além disso, aqui tem ótimos restaurantes, basta navegar pela farta quantidade de resenhas no site Destemperados, de dar água na boca. Até agora, meus preferidos “the best” são: MAHALO, DI PARMA OKADA. Nunca fotografei alguma refeição nesses lugares, mas prometo resenhas detalhadas em breve  (ouviu, Felipe??! Agora terá que me levar pra jantar/almoçar fora, hahaha).

Atração turística, na minha opinião a melhor é a  ARENA PANTANAL, mesmo depois da Copa, ainda rolam alguns clássicos do futebol por lá. A população também utiliza o entorno da ARENA PANTANAL para prática de esportes, caminhadas, lazer em geral.

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Falando nisso, Cuiabá mandou bem na Copa do Mundo, apesar das várias obras que não foram inauguradas. A hospitalidade dos moradores minimizou os problemas de mobilidade.

Não só. A praça popular também é digna de visita, vários bares, restaurantes badalados, feira gastronômica e de artesanato aos finais de semana. É o “point”.

Quando recebemos visitas, esses lugares são obrigatórios no roteiro. E claro que uma esticadinha até a CHAPADA DOS GUIMARÃES, também não pode ficar de fora.

A viagem até a Chapada é um espetáculo a parte!
A viagem até a Chapada é um espetáculo a parte!

A caminho da Chapada a primeira parada é na CACHOEIRA VÉU DA NOIVA.  Aconselho roupas leves, calçados confortáveis e uma garrafinha de água a tiracolo para a caminhadinha íngreme até o mirante (uns 15 minutos).

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Se estiverem dispostos e interessados em um trekking bem puxado, há um passeio GUIADO por uma trilha,  com paradas para banho em 7 cachoeiras, terminando no museu/casa de pedras. É uma caminhada exaustiva, umas 5 horas de duração, mas o visual compensa. Aconselho levar uma bolsa térmica com lanche e água, pois não há sequer lixeiras pelo caminho.

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Quem combinou esse passeio foi Felipe e eu apenas fui comunicada na noite anterior. Já podem imaginar, ele esqueceu de me avisar desse detalhe, TINHA QUE LEVAR LANCHE. Sobrevivemos pela caridade da família de amigos que estavam conosco, foi o melhor sanduiche de atum da minha vida.

Esse passeio pode ser adquirido em qualquer agência na Chapada, pagamos R$ 150,00 para o guia e estávamos em um grupo de 8 pessoas (bem em conta).

Passando pelo VÉU DA NOIVA, na estrada para Chapada, as próximas cachoeiras mais “acessíveis”  e , por esse motivo, mais  frequentadas, são a dos Namorados e a Cachoeirinha. Já que é caminho, vale uma paradinha para as fotos e também pra dizer “já fui”, mas não compensa qualquer refeição por lá, pois que na cidade da Chapada tem ótimos restaurantes por quase o mesmo valor.

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Só sentamos para uma água, tem muita mosca no local.

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Pra terminar o passeio, já na cidade, almoçar ou jantar por lá se torna difícil, em razão das muitas opções. Já jantamos no BISTRÔ DA MATA, almoçamos e no restaurante e mirante da POUSADA PENHASCO e também do MORRO DOS VENTOS. Recomendo todos de olhos fechados.

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“Lujinha” de artesanato e lembrancinhas no MORRO DOS VENTOS!
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Mirante do restaurante MORRO DOS VENTOS!

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Por hoje é só, mas Cuiabá e região será tema frequente por aqui. Aguardem!

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4 comentários sobre “A vida em Cuiabá/MT (e dicas de viagem).

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