Inaugurando o tema: cozinhe ou faça terapia.

Sim, para mim cozinhar é uma terapia, uma mágica, uma forma especial de dizer “eu te amo”, e também um ato de independência.

E essa paixão eu devo a minha mãe. Quando pequena ela me incentivava a participar do preparo das refeições e também de vários quitutes que ela dá show (bolachas natalinas, risóles, cueca virada, pudim de leite moça, etc).

Outras habilidades que aprendi com D. Léo:  improvisar com o que tem na geladeira, cozinhar de modo que tudo fique pronto ao mesmo tempo, lavar a louça enquanto aguarda alguma etapa da receita, não iniciar o preparo de algum alimento se a pia estiver com louça suja, aproveitar as sobras criando algo novo e não apenas requentá-la mil vezes, entre outras. Obrigada mãe!

Penso que, cozinhar não é coisa de “mulherzinha”, ou de “dona de casa” (as “descoladas” adoram inflar o peito e dizer que nunca tiveram tempo pra aprender a cozinhar, afinal, a carreira sempre esteve em primeiro lugar), ao contrário, conheço várias mulheres que trabalham, estudam, tem família e ainda adoram preparar suas refeições, ou tiram o final de semana pra agradar a família com uma comidinha caseira.

E, quando o preparo usual dos alimentos não mais te satisfaz e você quer criar pratos diferentes (agora chamados de “gourmets”) o noivorido te presenteia com este livro delicioso: TÉCNICAS DE COZINHA PROFISSIONAL, do SENAC.

Item indispensável na minha cozinha!
Item indispensável na minha cozinha!

 Não é um livro para quem pretende começar do zero (por ser muito detalhista, pode assustar os calouros), tampouco de receitas.  O livro é bem ilustrado, e ensina desde higienizar, cortar, cozer, armazenar ingredientes (vegetais, massas, carnes, peixes, frutos do mar, cereais, etc) até o preparo de algumas receitas bases (por ex. não tem receita de risoto de camarão, mas passo da técnica do preparo de um risoto e a aromatização fica por sua conta).

Enfim, é um livro que recomendo a todos que queiram aprimorar suas técnicas culinárias. Mas se você não se interessa mesmo pelo assunto, como o natal está chegando, aquele seu amigo “metido a cozinheiro” iria adorar um presentão desses.

Felipe me presenteou com esse livro (sei, esse presente está cheio de segundas intenções), mas o que ele quer mesmo é explorar esse meu lado culinário e já está ansioso por experimentar as novidades depois dessa leitura.

E pra aquecer os tambores, nesse final de semana, ele me lançou o seguinte desafio gastronômico:

– “Quero que você tente fazer aquele filhote com castanha”. Eu: “Como? Com molho de castanha?” Ele: “não, com uma crosta! Nem quero saber como você vai fazer, só digo que quero”. (abusadinho né)

Pois é, conquistar o cara pelo estômago dá nisso.

Então, o menu do almoço de sábado foi,

PEIXE (FILHOTE) COM CROSTA DE CASTANHA-DO-PARÁ, PURÊ DE MANDIOQUINHA SALSA COM MANTEIGA DE GARRAFA E CRISPS DE CEBOLA.

PARA O PEIXE:

2 postas altas do peixe de sua preferência (utilizei o filhote, um peixe nobre da culinária amazônica);

20 unidades de castanhas-do-pará;

Raspas de 1 limão siciliano ou pode ser do tahiti mesmo;

3 colheres de farinha de rosca;

Salsa bem picadinha;

Clara de um ovo;

2 colheres de azeite.

Sal e pimenta a gosto.

Preparo:

Temperar o peixe com sal e pimenta.

Dica: quando o peixe está com um cheirinho forte (na típica gíria paraense, esse cheiro intenso do peixe é chamado de pitiú) costumo mergulhá-lo no limão e raspas de gengibre e depois lavá-lo com água gelada. Se deixar muito tempo no limão a carne começa a branquear ou “cozinhar” e pode comprometer o sabor do peixe.

Triturar grosseiramente as castanhas no pulsar do liquidificador, no processador, ou, na técnica rudimentar do pano de prato e rolo de massa.  Misturar as castanhas com a farinha de rosca, a salsa, a raspa do limão, o azeite, sal e pimenta. Ficará parecendo uma farofinha.

Mergulhar um lado do peixe na clara de ovo e depois na farofinha de castanha, cuidar para que fique todo coberto.

Aqueça uma frigideira antiaderente a ponto de você não conseguir permanecer com a mão sobre ela por muito tempo, coloque um fio de azeite, espalhe com um pincel e grelhe o lado do peixe que está sem a castanha.

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Forre uma forma com alumínio e unte com azeite. Assim que o peixe dourar (ou selar) transferir para a forma e assá-lo em forno pré-aquecido a 220 graus, por 20 minutos (ou até que a farofa fique crocante/douradinha).

PARA O PURÊ DE MANDIOQUINHA:

3 mandioquinhas salsa.

1 batata inglesa pequena.

1 dente de alho.

2 colheres de manteiga derretida (eu usei a de garrafa)

1/2 cx de creme de leite;

50 ml de leite;

Sal e pimenta.

Preparo:

Dica: Eu prefiro cozinhar os alimentos na panela a vapor, ou então assá-los envolvidos numa trouxinha de alumínio, assim não se perde nutrientes e sabor. Mas, isso fica a seu critério.

Cozinhar a mandioquinha, o dente de alho e a batata. Lembrando que a batata demora mais a cozinhar do que a mandioquinha. Depois, amassar tudo com um garfo ou passar no espremedor de batatas.

Em uma panela, aqueça a manteiga, acrescente a mandioquinha amassada e, aos poucos, o creme de leite, o leite, por último, sal e pimenta. Deixe o purê na consistência do seu agrado, eu prefiro um pouco mais “durinho”, pois muito leite no purê é meio enjoativo.

CRISPS DE CEBOLA

1 cebola pequena cortada em fatias finas

Sal

Trigo

Óleo para fritar

Preparo:

Temperar a cebola com sal e deixar repousar em uma peneira por 30 minutos, ela irá soltar muito líquido e murchar. Depois, seque-a bem com um guardanapo de pano.

Colocar o trigo em um prato fundo, empanar as cebolas e peneirá-las até que que saia todo excesso de trigo.

Aqueça uma panela funda com óleo e frite as cebolas até ficarem douradas e crocantes.

DSC02777

Sugestão de montagem do prato: o filé de peixe repousado sobre uma “caminha” de purê, com um montinho de cebolas ao lado.

DSC02779
O prato não ficou assim, tão pálido. É que minha máquina fotográfica ainda é daquelas sem muitas configurações.

Qualquer dúvida, deixe um comentário. Fez e gostou, comente também. Detestou? Deixa pra lá desabafe por aqui também. 😀

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10 comentários sobre “Inaugurando o tema: cozinhe ou faça terapia.

  1. Faço minhas as palavras de Camila….Vc é maravilhosa em td q faz! E eu tbm leio todos os seus posts rs. Pri, fiquei com água na boca só de ler essa receita. Vou fazer! PS. Minha paixão pela “cozinha” ficou mais ressaltada depois q te conheci hehehe…Era tanto amor q, se vc gostava de cozinhar, eu tbm queria gostar kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…Amo vc! Sucesso!

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    1. Se um comentário já era bom, dois foi melhor ainda!
      kkkkkkkkkkkkkk sua boba, saiba que adoro seus quitutes!! E mais, já que a sociedade planejada na faculdade, do escritório de advocacia, não rolou, quem sabe a do restaurante (ou bistrô), não é?! Como vc manda melhor nos doces, vc assumiria esta área e eu ficaria com os salgados… Que sonho! Obrigada pelo apoio incondicional. O sentimento é recíproco.

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      1. Não Sei não hein .. mas acho que senti um pontada de ciúmes da Gi, Kkkkk
        ainda bem que você sabe se dividir bem , pois senão também iria ficar com ciumes … haha …
        Saudades de vocês …

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  2. simplesmente perfeito!!
    já tive a oportunidade de experimentar algumas das suas maravilhas..
    amiga vc é maravilhosa em tudo que faz …
    leio todos os seus post, mas esse não pude deixar de comentar …. rs
    :*

    Curtido por 1 pessoa

    1. Você nem imagina o quanto fico feliz com um comentário. E, em se tratando do SEU comentário, minha best friend forever, fico radiante. Obrigada pelas lindas palavras. Agora, sabendo que és minha leitora, escreverei com mais entusiasmo. Te amo! Saudades…

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  3. Que massa! Adorei o post! Sou iniciante na cozinha, mas confesso que estou começando a gostar. Sugiro posts sobre pratos ou dicas básicas para quem, assim como eu, está dandos os primeiros passinhos kkk beijos

    Curtido por 1 pessoa

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